CICLOS




    A Vida é uma dádiva! Talvez por isso as vezes nos apegamos a coisas e pessoas, momentos e lugares que foram inesquecíveis e que gostaríamos fossem eternos. Mas o tempo é implacável! Corre por entre os dedos e não há nada que o faça parar.
Sempre fui resistente as mudanças, talvez porque praticamente tudo em minha vida foi uma constante de sucessivos problemas. Então quando encontrava um momento ou situação que fossem boas, felizes, eu sentia o desejo de que aquele momento fosse eterno!
    Estou compartilhando com vocês, queridos leitores e amigos porque todos nós passamos por ciclos, assim como as mudanças de estação. Talvez você que esteja lendo já foi assim como eu fui um dia, resistente as mudanças. Mas elas vêm, nós querendo ou não. E não necessariamente são ruins. Muitas vezes são boas, felizes, mas temos que saber como olha-las. Talvez com um olhar mais profundo ou simplesmente com um olhar natural... Confuso? É também estou, pois estou fechando um ciclo e o futuro sempre nos traz novidades, mas não gero expectativas, vivo um dia de cada vez, aprendi que assim se vive melhor.
    Quero aqui contar um pouco da minha trajetória na literatura, que para mim ainda está no início, tenho muita estrada pela frente. Muitos livros a escrever, histórias para contar.
    Lá pelo fim dos anos 90 mais especificamente em 1996 fechei as portas do meu comércio, uma locadora de videogames. Fiquei de “molho” por seis meses, até que decidi que iria escrever. Mas escrever o que e como? Procurei quem pudesse me ajudar em minha cidade, ninguém! Quando perguntei para algumas pessoas que se diziam escritores se poderiam me orientar, como eu poderia começar, o que eles tinham feito ou faziam para escrever, 100% disse que não tinha tempo para me explicar. Sequer me desejaram boa sorte. Vi então que o caminho que eu queria, teria que ser trilhado por mim mesmo e de alguma forma “mágica”, minha intuição teria que me guiar pelo até então obscuro caminho de tornar-se um escritor.
    Hm, bem, foi assim. Então passei em um Sebo e tive a ideia de comprar um livro de um escritor que eu considerasse bom. Dentre tantos que eu gostava teria que escolher um que seria meu digamos “professor”. Entre as prateleiras encontrei “Se Houver Amanhã” de Sidney Sheldon. Folheei o livro e achei que ali eu poderia aprender nas entrelinhas como criar meus personagens e minhas próprias histórias.


    Depois disso, não cheguei a estudar o livro todo, só algumas páginas já me deram a ideia do que eu precisava para criar bons personagens. Já fiz alguns cursos ao longo dos anos depois disso, mas definitivamente nenhum deles te ensina a escrever, quem promete isso a você, bem, deixo que tire suas próprias conclusões se quiser fazer um. Nunca é tempo perdido, a não ser quando você deixa de ser autêntico para seguir um suposto professor que vai “lhe ensinar a escrever”. Técnicas se aprendem, sim! Mas é só isso!
    Alguns anos depois em 2000 ousei participar de alguns concursos literários, foi uma ótima experiência colocar meus textos a avaliação pública. Isso também não garante que você seja bom pela ótica de quem lê seus textos, mas é melhor do que você não mostra-los para ninguém! Enfim, eu tive que deixar que outros lessem o que eu escrevia. Para minha sorte gostaram! Comecei a vencer alguns concursos e ganhei meu primeiro concurso internacional. Uma viagem para a terra da rainha e bons amigos foi o maior presente que ganhei na viagem. Naquele momento eu estava escrevendo o meu primeiro romance, Nirvana Viagem ao Centro da Alma. Ganhei o Concurso Diretor por um Dia da Rede Transamérica FM e do Programa Teen Teen Por Teen Teen com uma página de texto apenas. Uma paródia do Filme o Náufrago!



Quando voltei da viagem, logo nos primeiros dias, ganhei um emprego numa gráfica de cartonagem, chamava-se Cartonagem Carrer, foi onde tive a oportunidade de publicar meu romance na forma Beta! Isso foi em fins do ano 2001. O lançamento foi um sucesso, vendi um bom número de livros.

No início do ano 2002 recebi o A.R de Hollywood onde meu primeiro romance entrava num dos estúdios onde Spielberg gravava. Bem, o livro foi em português, acho que por isso até hoje não me chamaram para fazer o filme, mas se alguém que estiver lendo for tradutor(a) e se interessar, quero traduzir o Nirvana para o inglês. Quem sabe eu envie o Nirvana e o Zizz e a Mulher em Pó para o J. J. Abrahms. Rsrs


    Estou escrevendo isso pois muitas pessoas me perguntam como foi que comecei a escrever, quais os caminhos, dificuldades e etc.... então se alguma informação for útil para você, legal! Se não for, ao menos indique para alguém que está começando a escrever e não sabe como começar, geralmente não encontro histórias de autores contando em detalhes como começaram a escrever e como publicaram seus primeiros trabalhos.
    Em 2003 como meu trabalho estava sendo lido e as pessoas gostavam dele, acabei sendo chamado para trabalhar num dos maiores jornais de Santa Catarina como colunista, o Diário Catarinense. Fiquei um ano escrevendo semanalmente para o DC. Foi uma boa experiência.
    Em 2007 consegui meu primeiro contrato com uma editora de São Paulo. Publiquei meu primeiro audiolivro. Por questões pessoais e profissionais não tive uma boa experiência com essa editora por isso não vou citar aqui o nome dela. Mas nem todas as pessoas neste ramo são honestas, por isso, mesmo com um contrato em mãos você nunca está garantido de que não vai acontecer nenhum problema ok? Mas, segue-se em frente!
    No final do ano 2013 publiquei pela editora Lex Dei uma releitura mais completa do Nirvana numa edição maravilhosa de colecionador e também o livro inédito Zizz e a Mulher em Pó! Em 2014 foi a vez do primeiro conto infantil O Menino Arco-Íris.



Poucas semanas atrás meus trabalhos foram apresentados pela jornalista Jô Ramos numa das maiores e mais importantes feiras de livros do mundo a Book London Fair


Com isso chego ao fim de um ciclo para iniciar um novo em breve.
Se tiverem alguma pergunta, por favor escrevam.

J. C. Zeferino

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